Defensoria cobra explicações em acidente no parque

A Defensoria Pública solicitou, nessa quinta-feira (30), explicações sobre o acidente ocorrido em um parque de diversões instalado no Centro de União dos Palmares, Zona da Mata de Alagoas, na última quarta-feira (29), que deixou uma criança e um adulto ferido.

O acidente aconteceu quando um dos brinquedos do parque, popularmente conhecido como “minhocão”, descarrilou. As vítima foram socorridas por populares e encaminhadas ao hospital São Vicente de Paulo, onde receberam atendimento e passam bem.

Conforme a assessoria de comunicação da DP, o documento solicita, ainda, que o Corpo de Bombeiros (CB) informe ao órgão sobre as próximas vitórias que serão realizadas no local e cópias dos laudos de autorização de funcionamento do parque. As respostas devem ser enviadas em até cinco dias.

Segundo as defensoras públicas em atuação no município, Daniela Santos e Rafaela Pinheiro, o proprietário do parque, Gláucio Lima, afirmou que possui alvará emitido pelos bombeiros para funcionamento e que, após o acidente, o brinquedo foi interditado.

Ainda conforme o proprietário, o acidente foi ocasionado após a trava de segurança quebrar. “Foi uma falha mecânica do brinquedo, não falha humana. Ele tem uma trava de segurança na subida e essa trava quebrou junto com a corrente que faz o brinquedo subir”, explicou à reportagem.

Gláucio também ressaltou que as duas pessoas que ficaram feridas estão recebendo assistência do parque. “Nós que temos tantos anos ai na festa de Santa Maria Madalena, nunca aconteceu esse tipo de acidente. Desde o ocorrido, estamos dando total apoio às famílias”, afirmou.

Parque pode ser interditado

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL), a responsabilidade pela segurança do estabelecimento é dos responsáveis técnicos contratados pelo parque, e que não há uma lei que obrigue a fiscalização por parte dos bombeiros.

“Uma vistoria será feita e caso seja detectada alguma situação que ponha em risco a integridade dos visitantes, o parque poderá ser interditado pelos bombeiros”, disse o comandante do 3º Grupamento de Bombeiros Militar (3º GBM), tenente Oliveira.

31/01/2020